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Experimentos científicos e trabalhos acadêmicos são expostos em aula multidisciplinar

Publicado: Quinta, 27 de Junho de 2019, 09h57 | Última atualização em Sexta, 28 de Junho de 2019, 09h40

 

Alunos dos cursos de nível médio técnico integrado e de pós-graduação do campus Laranjal do Jari do Instituto Federal do Amapá (Ifap) dividiram o mesmo espaço durante aula multidisciplinar da área ambiental, ministrada pelo professor Michel Pantoja. A aula interativa reuniu várias disciplinas e projetos de pesquisa do primeiro semestre, e ocorreu na área de convivência, no último dia 19/6.

Um dos experimentos envolvia a identificação e catalogação de parasitas que se desenvolvem nas larvas das moscas-das-frutas (pragas que contaminam os frutos na sua fase de maturação, favorecidas pelo clima dos países da América do Sul), muito frequentes nas frutas de pomar no norte do Brasil. Através do acondicionamento de um fruto de pomar nativo, os acadêmicos do curso de pós-graduação em Biotecnologia Ambiental neutralizaram o desenvolvimento da larva ainda na forma de ovo, impedindo a destruição da fruta.

Quando o fruto começa a amadurecer, a mosca coloca o ovo, que demora, em média, dois dias para eclodir. Os insetos que parasitam a larva da mosca impedem que a larva se desenvolva, melhorando o controle biológico. “Nós estamos buscando desenvolver, identificar e catalogar esses parasitoides para tentar utilizar da melhor forma possível”, explicou Givanildo Conceição, acadêmico do segundo semestre de Biotecnologia Ambiental, que apresentou o experimento ao lado da parceira na pesquisa, a acadêmica Eliúde Fialho.

As moscas-das-frutas são encontradas em praticamente todo o mundo, sendo a praga mais frequente do cultivo de frutas e responsável pela perda do valor econômico no exterior desse produto, pois, além de interferir na aparência e no gosto, consomem o fruto por dentro. Existem vários gêneros das moscas-das-frutas, o mais comum no Brasil é o gênero Anastrepha, que é nativa e possui quase uma centena de espécies.

O projeto “Micropropagação de plantas in vitro, desenvolvido pelo acadêmico Wilson Bruno, também da pós-graduação em Biotecnologia, reproduziu a espécie de planta macrófita, muito utilizada pela indústria agroextrativista por servir de alimento para aves e para a fauna aquática, ou seja, por possuir grande valor proteico na cadeia alimentar. “A ideia é produzir mais utilizando menos tempo. No caso das macrófitas, por exemplo, por esse processo elas chegam à fase de reprodução em até dez meses, o que, normalmente, no meio ambiente, levaria de dois a três anos”, explicou. Também fez parte da exposição de experimentos científicos o projeto “Observação do crescimento microbiológico em diferentes meios de cultura”.

Outros trabalhos foram apresentados durante a aula multidisciplinar, desta vez dos cursos técnicos em Meio Ambiente e em Florestas, e de Tecnologia em Gestão Ambiental, entre eles: “PCT’s - Povos e comunidades tradicionais”, “Princípios do direito ambiental”, “Jogos ecológicos” e “Maquete de modelagem ecológica de igarapés”.

 

 

Por Keila Gibson, jornalista do campus Laranjal do Jari

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