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Ifap integra expedição científica em busca da árvore gigante

Publicado: Sexta, 16 de Agosto de 2019, 17h56 | Última atualização em Sexta, 16 de Agosto de 2019, 20h37

O Campus Laranjal do Jari do Instituto Federal do Amapá (Ifap) recebeu nesta semana a visita de integrantes da expedição “Jari-Paru: Em busca da árvore gigante”, formada por representantes de instituições governamentais nacionais e internacionais de ensino e pesquisa terrestre e espacial. A expedição tem por objetivo identificar a existência de árvores tidas como gigantes, com mais de 88 metros de altura, na região do Vale do Jari, ao sul do estado do Amapá. O local fica no interior da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, Unidade de Conservação (UC) que engloba territórios dos municípios de Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari e Mazagão. 

A expedição, composta de cerca de 30 pessoas, seguiu para a RDS Iratapuru no último dia 14 com previsão de retorno em 10 dias e a resposta sobre a existência ou não e o tamanho da árvore gigante, que será medida com fita métrica por profissionais especializados nesse tipo de escalada. De acordo com o professor da Universidade do Vale do Jequitinhonha e Muruci (UFVJM), Érick Gorgens, coordenador-geral da expedição, as suspeitas da existência de árvores gigantescas na região são resultado da análise dos dados da Estimativa de Biomassa na Amazônia (EBA) de 2018, estudo realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “Começamos a receber e a processar os dados de dois anos de sobrevoo sobre a Amazônia. Percebemos que tinha mais do que a floresta que já conhecemos”, declarou o pesquisador, que recebeu o reforço em sua equipe do professor e também pesquisador Diego Armando, do Campus de Laranjal do Jari. 

Foto: Photographs by Unding Jami

Ainda segundo ele, foram identificados 7 transectos (linha de ocorrências das espécies de estudo) de tamanho não comum para a região, dos quais 6 se encontram no Vale do Jari. O dossel (estrato superior das florestas) médio da floresta é de 45 metros, mas o mapeamento aponta para a existência de alturas em torno de 70 metros. "O meu ponto de apoio mais próximo dessa árvore é aqui [em Laranjal do Jari]", disse Érick Gorgen. O Vale do Jari está localizado na parte oriental da Amazônia, às margens do rio Jari, e destaca-se pela grande quantidade de castanhais e seringais. Caso seja confirmada a existência da árvore gigante, será a primeira mapeada em florestas tropicais da América do Sul. Até o momento, registram-se árvores deste porte apenas na floresta tropical da Malásia, no sudoeste Asiático, com alturas pouco maiores que 100 metros. São parceiros da expedição Jari-Paru o Campus Laranjal do Jari do Ifap (coordenação local), Governo do Estado do Amapá, Embrapa, Unifap, Ueap, Ufal, Universidade de Cambridge/Inglaterra, INPA, INPE e NASA.

Reserva Estadual

A RDS do Rio Iratapuru mede 806.184 hectares e faz divisa ao norte com a Terra Indígena Wajãpi; a leste e nordeste com a Floresta Estadual do Amapá; a sudeste com o Assentamento Agroextrativista do Maracá; ao sul com a Estação Ecológica do Jari; e a oeste com o rio Jari, na divisa com o estado do Pará. O acesso a partir da capital, Macapá, é pela BR-156, até o município de Laranjal do Jari, distante 270 quilômetros. Deste ponto até a localidade chamada Porto Sabão, no município de Almeirim, no estado do Pará, percorrem-se aproximadamente 20 quilômetros, depois mais 15 quilômetros via fluvial até a montante do rio Jari.

 

Por Keila Gibson, jornalista do campus Laranjal do Jari

Instituto Federal do Amapá (Ifap)
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