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Campus recebe palestra de prevenção ao suicídio como parte das ações orientadas da campanha Setembro Amarelo

Publicado: Quinta, 12 de Setembro de 2019, 19h43 | Última atualização em Segunda, 16 de Setembro de 2019, 14h40

O mês dedicado à prevenção mundial ao suicídio está recebendo, no Campus Laranjal do Jari do Instituto Federal do Amapá (Ifap), a campanha "Valorização da Vida: você não está sozinho", do Setor de Assistência Estudantil (SAE). Parte da campanha aconteceu nesta quinta-feira, 12/9, com as palestras dos psicólogos Fabiano Oliveira e Rael Carvalho dos Santos, em ação conjunta da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Ifap. 

A campanha nacional de prevenção ao suicídio acontece desde 2015 e é chamada por órgãos de atenção à vida, a exemplo do Centro de Valorização da Vida (CVV), e à saúde, como é o caso do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), com a finalidade de ampliar e fortalecer as ações do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, transcorrido em 10 de setembro.

Sob o tema “Suicídio: converse, ajude, previna”, a palestra chamou a atenção de estudantes do ensino médio técnico e do ensino superior para a necessidade de compartilhar situações que incomodam e causam transtornos à pessoa. O alerta baseia-se no alto número de mortes por suicídio no mundo que já ultrapassa os 800 mil ao ano, uma morte por suicídio a cada 40 segundos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) . O suicídio já é apontado como a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, segundo relatório da ONU. A primeira se dá por acidentes de trânsito.

Os estudantes Gabrielly Santos (19) e Fernando Roger (20), do curso técnico em Florestas, aprovam iniciativas que estimulem a abertura para o diálogo como melhoria da qualidade de vida dos estudantes.

De acordo com Fabiano Oliveira, entre os sinais de alguém que está pensando em cometer suicídio, três são mais frequentes: os que falam em cometer suicídio (esses têm 30 vezes mais chances de cometer), por meio de frases tais como "eu quero morrer", "eu vou me matar", vocês estariam melhor sem mim, "eu sou um fardo para todo mundo"; aqueles que se afastam de amigos, da família e de interesses, parando de fazer coisas que gostava, falar com certos amigos, visitar quem visitava (quase 80% das pessoas que cometem suicídio têm depressão e esse é o sinal de pressão mais fácil de perceber); os que começam a se despedir de lugares, objetos e pessoas (assim que decidem cometer suicídio muitas pessoas revisitam outras, muitas vezes por meio de uma carta, reveem lugares).

“Atos simples, como olhar no olho, tocar de leve, observar o outro, elogiar qualidades, a beleza, fazem toda a diferença.”, afirmou o palestrante, que atende no Centro Especializado em Transtorno Espectro Altista da Secretaria de Saúde de Laranjal do Jari.

A estudante Ana Clara Oliveira, do 4º ano do ensino técnico, tem 17 anos e afirma que já se deparou com várias pessoas precisando desabafar e procurou ouvir a todas. “Amigos, colegas, conhecidos já falaram de situações assim, e muitos podem até pensar que é só para chamar atenção mas, na verdade, não, é o sufoco que a pessoa está passando e precisa de ajuda. Eu sempre deixo ela falar e tento aconselhar e ajudar a resolver junto com a pessoa”.

Ana Carolina, também de 17 anos, aconselha os jovens que passam por dificuldades em lidar com problemas e situações, a falar sobre isso com alguém. “Procure um amigo, alguém que você confia, desabafe, converse, que isso, com certeza, ajuda, eu falo por experiência própria; alguém que você sabe que vai te apoiar, que estará ao seu lado, e converse, vai ser a melhor opção, sempre”.

 

Por Keila Gibson, jornalista do campus Laranjal do Jari

Instituto Federal do Amapá (Ifap)
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