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Comunidade de Laranjal do Jari e adjacências prestigiam I Seminário de Inclusão do Ifap

Publicado: Segunda, 30 de Setembro de 2019, 18h07 | Última atualização em Terça, 01 de Outubro de 2019, 10h07

A presença de público ao longo da programação do I Seminário de Inclusão do Campus Laranjal do Jari do Instituto Federal do Amapá (Ifap), realizado no dia 26/9, evidenciou a importância que o tema desperta dentro da comunidade escolar e não escolar. As apresentações culturais chamaram a atenção para a inclusão que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) traz em sua essência e revelaram jovens protagonistas dessa cada vez mais emergente língua.

Os minicursos “Libras Básico”, “Aspectos Legais da Educação Inclusiva”, “Autismo”; as oficinas de “Braille”, “Libras na Informática”, “Língua Brasileira de Sinais”, “Criação de Jogos em Libras com Scratch”, “Tecnologias Assistivas”; palestras sobre “Lei Brasileira de Inclusão (LBI)”, “A educação inclusiva na legislação do ensino”, “Incidência de perda auditiva no Brasil entre jovens e adultos”, "Inclusão e diversidade na formação profissional e tecnológica" e a mesa-redonda "A diversidade da educação inclusiva" reuniram um público de 567 participantes.

Para a acadêmica Leonice Oliveira dos Santos, do curso de Licenciatura em Biologia, é necessário que se discuta o tema dentro das instituições. “Foi maravilhoso! Espero que tenham outros para a gente poder mostrar às pessoas que, por mais que a gente seja diferente, podemos ser incluídos na vida como qualquer pessoa. Por mais que seja difícil, temos que mostrar que podemos”, incentivou a estudante, que é assessorada pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napne), do Campus Laranjal do Jari.

Depois de formada, Leonice pretende cursar pós-doutorado e se dedicar à pesquisa científica com o que mais gosta, plantas. “Quero continuar estudando e fazer pesquisa em laboratório. Sempre foi difícil, mas quando as pessoas dizem: ‘tu nunca vais chegar a lugar nenhum’, eu olho para trás e me vejo entrando aqui no Ifap”, relatou.

O evento reuniu profissionais do Ifap, Prefeitura Municipal de Laranjal do Jari, professores e técnicos em educação inclusiva das secretarias municipais de Educação (Semed) e Assistência Social (Semas), unidade de Saúde Mental do Município, Centro Especializado do Transtorno do Espectro Autista/CTEA, e também contou com a participação da promotora de Justiça da Comarca de Laranjal do Jari, Samille Alcolumbre, da presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) no município, Maria de Nazaré Oliveira, e, ainda, com a interpretação em Libras de alunos da Escola Municipal Profª. Tereza Teles e de estudantes do Instituto.

"Eu aprendi, no Instituto, a ter sensibilidade com o próximo. Hoje sou professor e vejo a necessidade do meu aluno, independentemente de ele ser deficiente ou não, e isso eu aprendi com o Napne."  (Samuel da Silva Neves - ex-estudante do curso técnico integrado em Meio Ambiente e ex-acadêmico da segunda turma de Licenciatura em Ciências Biológicas do Campus Laranjal do Jari.  Tem deficiência Auditiva) 

Sob a interpretação em Libras da estudante do curso Técnico em Meio Ambiente, Géssica Abgail, a direção superior do Campus Laranjal do Jari recepcionou os participantes do I Seminário de Inclusão. “Estamos muito felizes pela adesão e participação de vocês”, disse o chefe do Departamento de Pesquisa, Extensão e Inovação (Depex), Michael Moraes. Já o chefe interino do Departamento de Ensino, Diego Armando, ressaltou a política de inclusão dos Institutos Federais e colocou o Campus à disposição da comunidade local. “Os IFs não servem somente para garantir a entrada em sala de aula, mas também a permanência e inclusão. Estamos de braços abertos para oferecer garantias para que os estudantes permaneçam e concluam o ensino”. 

Para a diretora-geral Marianise Paranhos, o momento foi de troca de saberes para a continuidade da oferta de uma educação pública gratuita e de qualidade a todos. A coordenadora do Napne, Vera Lúcia Nobre, destacou a presença de participantes da região de Monte Dourado, Planalto e São Miguel e afirmou que é papel da inclusão acolher a todos, sem distinção. “A educação inclusiva é importante não só para garantir o direito ao acesso à sala de aula mas também garantir a qualidade de ensino, e a Lei Brasileira de Inclusão define que inclusão é acolher todos os indivíduos, independente da sua condição, em qualquer ambiente e qualquer lugar”.

 

Álbum de fotos do I Seminário de Inclusão do Campus Laranjal do Jari do IFAP

 

Por Keila Gibson, jornalista do campus Laranjal do Jari

Instituto Federal do Amapá (Ifap)
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