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Semana de Ciência e Tecnologia do Campus Laranjal do Jari atrai pequeno produtor e premia trabalhos científicos

Publicado: Quarta, 30 de Outubro de 2019, 15h33 | Última atualização em Quarta, 30 de Outubro de 2019, 17h22

Durante os dias 24 a 26 de outubro, o Campus Laranjal do Jari do Instituto Federal do Amapá (Ifap) promoveu uma diversidade de atividades de cunho científico e tecnológico em torno da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2019), incentivada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em ação conjunta com instituições municipais, estaduais e federais de educação, de base tecnológica e entidades da sociedade civil de todos os estados brasileiros. A finalidade é aproximar a sociedade, em especial o público jovem, da produção do conhecimento. No Campus Laranjal do Jari, foram ofertados 44 atividades e disponibilizadas 2.130 vagas.

“A cada ano, estamos com mais expertise, mais velocidade e dinamismo. Ano que vem a temática da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia vai ser inteligência artificial, a indústria 4.0, a produção de software protegido, patentes, revisões bibliográficas, uma gama de produção científica que pode retornar à sociedade por meio de várias formas”, destacou o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Propesp), Themístocles Raphael.

A Propesp, este ano, premiou os melhores trabalhos da VI Jornada de Iniciação Científica (JIC) realizada dentro da SNCT de todos as unidades do Ifap. Os três primeiros colocados gerais da avaliação foram os acadêmicos Alyson Breno Bezerra Silva (Tecnologia em Gestão Ambiental), Gabrielle Borges Passos (Tecnologia em Gestão Ambiental) e Kevilly Mell Sarraff Góes (Técnico em Administração), todos do Campus Laranjal do Jari. Eles foram orientados pelos professores doutores Haroldo Ripardo, Diego Armando e Mábia Toscano, respectivamente.

Além de premiar os trabalhos de bolsistas da VI JIC, a Propesp avaliou e premiou também os trabalhos de pesquisa do III Simpósio de Pós-Graduação do Ifap (Simpog) realizados nos campi Laranjal do Jari e Macapá, utilizando-se dos mesmos critérios para as duas categorias: de clareza na explicitação do problema da investigação; coerência entre os objetivos, metodologia e resultados esperados da pesquisa; domínio sobre a fundamentação teórica apresentada na pesquisa; clareza de expressão, precisão de linguagem, correção gramatical e organização estrutural; e relevância do trabalho.

A produção científica que ficou em primeiro lugar no III Simpog do Campus Laranjal do Jari pertence aos acadêmicos Daiane dos Santos Araújo e Daniel de Araújo Garcia, orientados pelo professor doutor Wanderson Pantoja. A exemplo dos demais primeiros lugares, a premiação foi um Tablete os demais orientandos, do segundo e terceiro lugar da pós-graduação, receberam Menção Honrosa.

Outros dez trabalhos de bolsistas do Campus, submetidos ao Edital nº 02/2019-DEPEX, foram premiados pelo Departamento de Pesquisa, Extensão e Inovação (Depex) com kit material didático e pen drive. Para o chefe do Depex, Michael Moares, a premiação dos dez melhores não desvaloriza os demais, mas tem a finalidade de aperfeiçoar a pesquisa. “A finalidade é incentivar e despertar em nossos alunos o interesse pela pesquisa, além de mostrar a eles que, para o Ifap, é importantíssimo essa interação e popularização da ciência, integrando nível técnico e nível superior. Isto é a valorização do que é produzido aqui, e nos enche de orgulho ver o empenho e a satisfação dos nossos jovens, que a cada dia estão mais fascinados pela pesquisa.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desde 2010, que o Ifap participa dos editais de fomento do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq), órgão vinculado ao MCTIC, e tem seus projetos aprovados para a realização da semana de ciência e tecnologia. Este ano, das 255 atividades realizadas no Amapá, 211 pertenceram ao Instituto Federal. Em torno de 12 mil pessoas puderam ter acesso a conhecimentos diversos com as programações, através do sistema de plataforma de inscrição.


Para o coordenador da SNCT 2019 do Campus Laranjal do Jari, Wanderson Pantoja, é importante que o Município faça a discussão sobre as cadeias produtivas locais, tendo em vista o crescimento da escassez de recursos financeiros a cada ano. “Trata-se de um evento de difusão e a popularização da ciência, que propõe muito aprendizado, uma excelente oportunidade de compartilhar o conhecimento.”, declarou.

Os três dias de programação contemplaram os seguintes eventos concomitantes, com seus coordenadores: I Encontro do Agronegócio (Jacklinne Matta); VI Semana de Biologia (Jonas Marques/ Angelina Almeida); IV Mostra de Informática (Luiz Fernando/Welber Carlos) e o III Seminário de Administração (Alain Santos), além da VI JIC e III Simpog (Janaína Scheibler).

A cerimônia de abertura da SNCT do Campus Laranjal do Jari contou com a presença da diretora-geral, Marianise Paranhos, do chefe do Depex, Michael Moares, do chefe interino do Departamento de Ensino (DEN), Diego Armando, além do pró-reitor da Propesp, Themístocles Raphael, e do coordenador do evento, Wanderson Pantoja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Feira do Produtor

A programação da semana de ciência e tecnologia contemplou, em seu terceiro dia, a 1ª Feira do Produtor Rural do Ifap. Com a colaboração do Rurap e da Fundação Jari, pequenos produtores rurais da região expuseram sua criação e realizaram a venda de produtos da agricultura familiar. A feira deu visibilidade a produtos de base tecnológica, como a farinha de mandiocacom certificação que afere a procedência genuinamente amapaense, a produção trabalha com banco de germoplasma (o mesmo que banco de sementes) a partir do qual são produzidas outras variedades. Os produtores recebem, há dois anos, esse tipo de acompanhamento técnico da produção.

A 1ª Feira do Produtor Rural do Ifap também deu lugar à exposição e venda de produtos da agricultura regional, além de galinha caipira. “A gente só tem a agradecer os idealizadores deste evento, agradecer a diretora Marianise Paranhos que está deixando a Direção-Geral e toda a sua equipe”, disse o chefe do escritório local do Rurap, Dalberto de Morais de Oliveira, que tem parceria para estágio supervisionado com o Campus.

Em Laranjal do Jari, o escritório do Rurap apoia a Feira do Sebrae, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Governo Federal, o programa de Produção Integrada (PI) e o Banco de Germoplasma da castanha do Brasil, da Mandiocultura e da Banana realizado pela Embrapa, Rurap, Fundação Jari e os agricultores.

Natalina Pereira, de 52 anos, mais conhecida por dona Sandra, é filha de produtores rurais, nasceu e cresceu na zona rural. Trabalha no Ramal do Tira Couro com criação de galinha, plantação de coco, macaxeira, cará, quiabo, abóbora, cheiro verde. Para ela, os agricultores precisam de oportunidades para expor e vender a sua produção. “Aqui não tem feira do agricultor, então isso para nós é uma ‘mão na roda’”, disse. O mesmo defende o agricultor Dalvelino Batista de Araújo (60), que nasceu na agricultura, no interior nordestino, trabalhou de empregado por muito tempo e retornou para a agricultura familiar. Em Laranjal do Jari, onde trabalha há 15 anos na terra, produz mamão, laranja, limão, açaí, banana, que são vendidos através da assistência do Rurap, Fundação Jari e Imap.

 

Veja aqui o que aconteceu na SNCT 2019 do Campus Laranjal do Jari

 

Por Keila Gibson, jornalista do campus Laranjal do Jari

Instituto Federal do Amapá (Ifap)
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